Deuteronômio Capítulo 32

  1     2   3    4     5    6    7     8    9  10   11   12  13   14  15 

16  17   18  19  20  21  22  23  24  25  26  27  28  29  30

31  32  33  34

Deuteronômio Capítulo 32 - (Dt)

  1. Ouvi, ó céus, e falarei; E ouça a terra as palavras da minha boca.
  2. Caia o meu ensino como a chuva, Destile o meu discurso como o orvalho, Como o chuvisco sobre a terra, Como as chuvinhas sobre a erva.
  3. Porque proclamarei o nome de Jeová: Engrandecei o nosso Deus.
  4. Ele é a Rocha, as suas obras são perfeitas, Porque todos os seus caminhos são justiça. Deus, fiel e sem iniqüidade, justo e reto é ele.
  5. Procederam corruptamente com ele, não são seus filhos, é essa a sua mancha; Eles são geração perversa e deformada.
  6. É assim que tratas a Jeová, Ó povo insensato e ignorante? Não é ele teu pai, que te adquiriu? Ele te fez, e te estabeleceu.
  7. Lembra-te dos dias da antiguidade, Considera os anos de gerações sucessivas; Pergunta a teu pai, e ele te informará, Aos anciãos, e eles to dirão.
  8. Quando o Altíssimo dava às nações a sua herança, Quando separava os filhos dos homens, Fixou os limites dos povos Segundo o número dos filhos de Israel.
  9. Pois a porção de Jeová é o seu povo, Jacó é a parte da sua herança.
  10. Ele o achou numa terra deserta, E na solidão ululante dum ermo; Cercou-o, cuidou dele, Guardou-o como a menina dos seus olhos.
  11. Como uma águia que desperta o seu ninho, Que adeja sobre seus filhos, Ele estendeu as suas asas, os tomou, Os levou sobre as suas asas.
  12. Só Jeová o conduziu, E não havia com ele deus estranho.
  13. Fê-lo cavalgar sobre os altos da terra, E comeu a novidade do campo; Fê-lo chupar mel do penhasco, E azeite da dura pederneira,
  14. Coalhada de vacas, leite de ovelhas, Com gordura de cordeiros, Carneiros da casta de Basã, e bodes, Com o mais escolhido trigo. Bebeste do sangue da uva o vinho espumante.
  15. Mas Jesurum engordou, e deu coices: (Tu te engordaste, te engrossaste, te fartaste!) Abandonou a Deus que o fez E tratou com desprezo a Rocha da sua salvação.
  16. Com deuses estranhos o provocaram a zelos, Com abominações o irritaram.
  17. Ofereceram sacrifícios a sedins, que não são Deus, A deuses que não conheceram, A deuses novos, que apareceram há pouco, Diante dos quais vossos pais não tremeram.
  18. Olvidaste a Rocha que te gerou, E esqueceste-te do Deus que te deu o ser.
  19. Jeová viu isto, e os desprezou, Porque o provocaram seus filhos e suas filhas.
  20. Então disse: Esconderei deles o meu rosto, Verei qual será o seu fim, Porque são uma geração perversa, Filhos em quem não há fidelidade.
  21. Eles me provocaram a zelos com aquilo que não é Deus, Irritaram-me com as suas vaidades. Eu os provocarei a zelos com aquele que não é povo, Irritá-los-ei com uma nação insensata.
  22. Porque um fogo está acendido na minha ira, Arde até o mais profundo Sheol, Devora a terra e a sua novidade E incendeia os fundamentos dos montes.
  23. Amontoarei males sobre eles, Esgotarei as minhas setas contra eles.
  24. Consumidos serão de fome, e devorados de raios E de amarga destruição. Enviarei entre eles os dentes das feras, Juntamente com o veneno dos que se arrastam no pó.
  25. Por fora devastará a espada, E por dentro o pavor, Tanto ao mancebo como à virgem, A criança de mama bem como ao homem encanecido.
  26. Eu teria dito: Despedaçá-los-ei, Farei cessar dentre os homens a sua memória,
  27. Se eu não receiasse a vexação do inimigo, E que os seus adversários, iludindo-se, Dissessem: A nossa mão está exaltada, E não é Jeová que tem feito todas estas coisas.
  28. Porque são gente falta de conselhos, E neles não há entendimento.
  29. Se tivessem sido sábios, entenderiam isso, Discerniriam o seu fim.
  30. Como poderia um só perseguir a mil E dois pôr em fuga a dez mil, Se a sua Rocha lhos não vendera, E Jeová lhos não entregara?
  31. Porque a rocha deles não é como a nossa Rocha, Sendo os nossos próprios inimigos os juízes.
  32. Pois a sua vide é da vide de Sodoma, E dos campos de Gomorra; As suas uvas são uvas de veneno, Os seus cachos são amargos;
  33. O seu vinho é fel de répteis, E peçonha cruel de serpentes.
  34. Não é isso depositado comigo, Selado nos meus tesouros?
  35. Minha é a vingança e a recompensa, Ao tempo em que resvalar o seu pé; Pois perto está o dia da sua calamidade, E o que lhes há de acontecer se apressará.
  36. Porque Jeová vindicará ao seu povo E se arrependerá no tocante aos seus servos, Quando vir que o poder deles já se foi, E que não resta nem escravo nem livre.
  37. Ele dirá: Onde estão os seus deuses, A rocha, em quem procuravam refúgio?
  38. Os que comiam a gordura dos sacrifícios deles, E bebiam o vinho das libações que eles ofereciam, Levantem-se esses, e vos ajudem, E haja sobre vós um abrigo.
  39. Vede agora que Eu, sim Eu, sou Ele, E que não há outro deus comigo. Eu faço morrer e faço viver, Eu firo e eu saro; Não há quem possa livrar da minha mão.
  40. Pois levanto a mão ao céu, E digo: Como eu vivo para sempre,
  41. Se eu afiar a minha espada reluzente, Se a minha mão pegar neste juízo; Retribuirei vingança aos meus adversários, E recompensarei aos que me odeiam.
  42. De sangue embriagarei as minhas setas, (a minha espada devorará carne) Do sangue dos mortos e dos cativos, Das cabeças cabeludas dos inimigos.
  43. Louvai, ó nações, o seu povo, Porque ele vingará o sangue dos seus servos, Tomará vingança dos seus adversários E fará expiação pela sua terra, pelo seu povo.
  44. Veio Moisés e falou todas as palavras deste cântico aos ouvidos do povo, ele e Oséias, filho de Num.
  45. Tendo Moisés acabado de falar todas estas palavras a todo o Israel,
  46. disse-lhes: Aplicai o vosso coracão a todas as palavras que hoje testifico contra vós, para que ordeneis a vossos filhos que cuidem de cumprir todas as palavras desta lei.
  47. Isso não é para vós coisa de somenos importância; pois é a vossa vida, e por isso prolongareis os vossos dias na terra que estais passando o Jordão para possuirdes.
  48. Naquele mesmo dia falou Jeová a Moisés:
  49. este monte de Abarim, ao monte Nebo, que está na terra de Moabe, defronte de Jericó, verás a terra de Canaã, que eu estou dando aos filhos de Israel por possessão.
  50. Morrerás no monte, ao qual tu hás de subir, e te recolherás ao teu povo; assim como Arão, teu irmão, morreu no monte Hor, e se recolheu a seu povo.
  51. porque pecastes contra mim no meio dos filhos de Israel junto as águas de Meribá de Cades, no deserto de Zim, e porque não me santificastes no meio dos filhos de Israel.
  52. Por isso verás de longe a terra; porém lá não entrarás, na terra que eu estou dando aos filhos de Israel.

<<Anterior  <<                                                                                                                   >>  Próximo >>

Publicidade



Biblia Online Deuteronômio Capítulo 32
Deuteronômio Capítulo 32

Características de:

Deuteronômio Capítulo 32

  • Deuteronômio: Este nome vem derivado das palavras gregas, "deuteros", que significa "segunda", e "nomos", "lei".

Deuteronômio é a repetição das leis proclamadas no Sinai, com um chamado em especial à obediência, mesclado com a lembrança das experiências da geração passada.

  • Escrito por: Moisés no período aproximado entre 1406 - 1405 a.C.
  • Local do Acontecimentos: Planícies de Moabe.
  • Pontos Principais: Pensando no bem da nova geração de Israelitas este livro descreve o momento onde foi necessário ajudar o povo de Deus a recapitular tudo aquilo que Deus já havia feito o que Deus tinha prometido pra eles.
  • Curiosidade: Em Deuteronômio ocorre três sermões proféticos de Moisés; Ocorre a morte e sepultamento de Moisés e Deus designa Josué com seu sucessor (31: 1-29)

Em breve mais informações de Deuteronômio Capítulo 32:

Publicidade